4 hipóteses atitudinais: como reagimos perante o desagradável

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Nosso aparelho psíquico é formado por três “moradores”, o ID, o EGO e o SUPEREGO. O id é a fonte de todos os nossos impulsos emocionais, sempre forçando o ego (nosso eu) a agir para recuperar o equilíbrio perdido. Já o superego, é o nosso censor e protetor.

Quando algo desagradável acontece, estes três moradores são acionados. O id vai nos impulsionar a reagir, o superego vai tentar fazer com que esta reação esteja de acordo com a nossa consciência moral e o ego é quem vai decidir o que será feito.

Utilizando um exemplo comum: você está extremamente ocupado fazendo alguma coisa, e o outro pede ou exige a sua atenção para atendê-lo. Neste momento, o ID envia uma pulsão, pois ele se desequilibrou. Você tem quatro opções, chamadas de hipóteses atitudinais:

1)      Você não atente o outro, geralmente respondendo grosseiramente que não pode, pois está ocupado. Agindo assim, você tem uma atitude DEMO, pensando única e exclusivamente nos seus interesses e não se preocupando com a necessidade do outro. Muito provavelmente ele ficará nervoso ou magoado e você poderá sentir culpa.

2)      Você não atende e conta uma mentira para si mesmo, se justificando por não ter feito, dizendo por exemplo que o que estava fazendo era mais importante. Neste caso, você se enganará mas não ao seu inconsciente, podendo posteriormente ter distonias emocionais, como dores de cabeça, angústia, tristeza, etc.

3)      Você não quer atender mas atende por ter medo de perder a segurança (pode ser um emprego, um casamento) ou por querer parecer ser uma pessoa legal e receber reconhecimento. Neste caso, você tem uma atitude ANJO e o conteúdo será recalcado no inconsciente, voltando no futuro com mais força e podendo causar sérios problemas no corpo e na psique.

4)      Você negocia primeiramente com o outro,  perguntando se ele pode esperar você terminar o que está fazendo para em seguida ajudá-lo. Caso ele precise de você naquele exato momento, a opção é negociar com você mesmo, entendendo a necessidade dele, agindo empaticamente, sem falsidades, de coração, compreendendo que cada um dá o que pode e tem o seu grau de consciência moral.

A última opção descrita é a mais trabalhosa e a que mais nos trará de volta paz e harmonia. Com ela, atendemos aos impulsos, ao censor e protetor e também ao ego, transformando para melhor tanto a nossa vida quanto a do outro, através da compreensão, da humildade, do amor ao próximo e a si mesmo. Pense bem, qual delas você anda utilizando mais?

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