Depressão parte 2: cérebro emocional e influência do pensamento

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Na última aula, continuamos na escola com o tema depressão. A professora utilizou como base alguns estudos, dentre eles o livro “Transforme seu cérebro, transforme sua vida”, de Daniel G. Amen, neurocientista clínico, psiquiatra e especialista em relacionamento entre cérebro e comportamento. O capítulo do livro que trata a depressão fala sobre o sistema límbico profundo, que na psicanálise seria o local físico do nosso inconsciente.

Esse sistema tem diversas funções, é responsável pelo tom emocional da nossa mente, guarda as lembranças que são carregadas de emoções, modula a nossa motivação, controla apetite, sono, etc. e acredite, é do tamanho de uma noz.  Quando este sistema está menos ativo, o nosso estado mental é mais tranquilo, mais positivo e esperançoso, quando ele está hiperativo, podemos ser invadidos pelo negativismo e assim, sofremos as consequências, inclusive a depressão.

Quando nos sentimos tristes, desanimados, este cérebro se inflama e nos faz enxergar as coisas pelos olhos da negatividade. Assim, ao alimentar as coisas ruins que nos acontecem, criamos padrões que vão interferir profundamente nas nossas vidas.

Este sistema emocional também é influenciado por queda de hormônios, como na TPM, onde as mulheres podem passar a ver as coisas de forma mais negativa. Além disso, se analisarmos a educação, crianças que tiveram cuidadores mais otimistas tendem a ver a vida de forma mais leve e as que tiveram cuidadores mais exigentes e coercitivos, tendem a ter uma visão mais rígida das situações que enfrentam.

O sistema límbico profundo, quando alterado, pode modificar a qualidade da nossa motivação. Quando nos afundamos em problemas e tristezas ele fica hiperativo, produzindo o negativismo e afetando ainda mais os casos depressivos. Nascemos para socializar e precisamos nos relacionar com o outro então, quando uma pessoa depressiva busca o isolamento social, ela está contribuindo para a piora da doença e maior alteração do sistema emocional.

Um dos grandes culpados pela alteração do nosso sistema límbico profundo são os pensamentos. Eles são reais, alteram quimicamente o nosso organismo e influenciam cada célula do nosso corpo, daí a real necessidade de buscarmos sempre cultivar pensamentos positivos. Quando temos um problema e logo passamos a pensar negativamente, o cérebro emocional toma conta do racional e não conseguimos enxergar as soluções adequadamente, criando um ciclo vicioso de pensamentos e ações inadequadas. Quando estamos felizes, o cérebro emocional funciona normalmente e assim podemos ter uma interpretação neutra ou mais positiva do que está acontecendo conosco.

Nossos pensamentos são influenciados pelas crenças que adquirimos na seguinte sequência: 50% até o nascimento, 25% até os 3 anos, 20% até os 7 anos e 5% após este período. Deu pra notar a importância da educação na nossa vida? Até os 7 anos praticamente TODAS as nossas crenças são formadas e irão afetar completamente o nosso modo de pensar e agir.

Devemos sempre, principalmente quando deprimidos, fazer uma revisão constante do que estamos pensando, aprender a controlá-los e perceber que eles não devem dominar a nossa vida. É preciso olhar racionalmente para cada um deles, escrever se for preciso e dar argumentos racionais para verificar se realmente tem algum fundo de verdade. No livro, o autor fala sobre alguns passos para este trabalho: perceber se eles realmente  são reais; perceber como os pensamentos positivos e negativos afetam o corpo; considerar os maus pensamentos como poluição; entender que os pensamentos automáticos nem sempre dizem a verdade; responder aos pensamentos negativos e destruí-los contra-argumentando consigo mesmo.

Para os deprimidos também é muito importante se cercar de pessoas agradáveis, manter e criar relacionamentos fortes, ter contato físico e construir em sua cabeça lembranças positivas que fizeram parte da sua vida, além de fazer exercícios físicos.

Para esta semana, vamos tentar parar e refletir sobre os pensamentos que invadem a nossa mente sem pedir permissão, que dizem o que não somos e o que outro não é e nos impedem de criar pensamentos positivos, que irão transformar a nossa vida e de quem está ao nosso lado.

 

Meditação

11. Se a comida não está do seu gosto, não reclame, peça outra gentilmente.

6 comentários em “Depressão parte 2: cérebro emocional e influência do pensamento

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  1. Acho que depois dos 30 os hormonios se desregulam completamente, até o ano passado, nao sabia oque era TPM, acho que é o fundo central de um monte de coisas….

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