Quando a paixão se acalma o que fica? O amor

Olá amigos, é um prazer estar aqui novamente com vocês. O mês de fevereiro foi um pouco complicado, mas agora estou de volta! Hoje gostaria de falar sobre a paixão e o relacionamento a dois.

Quando nos relacionamos com alguém, o que faz com que essa atração aconteça é a paixão. A paixão é um estado de êxtase, de felicidade intensa, de ansiedade para ver o outro. Na paixão queremos estar sempre juntos, sempre bonitos, é como se a vida ficasse mais florida, mais alegre. Na paixão o dia demora a passar quando não estamos com o outro, nossos pensamentos ficam fixados, e começamos a sentir as famosas borboletas no estômago. Na paixão o sexo é maravilhoso, o beijo é avassalador, e a presença do outro é indispensável para que a gente mantenha essa sensação de completude maravilhosa.

Na paixão nos atraímos, cometemos loucuras, acreditamos no amor pra vida toda, pensamos que não existe mais nada e nem ninguém no mundo que possa nos fazer mais felizes.

A paixão é fundamental para a atração, sem ela provavelmente os relacionamentos simplesmente não existiriam.

Quando estamos apaixonados enxergamos apenas as coisas boas do outro, só vemos as luzes brilhantes e o mundo não faz mais sentido sem aquela pessoa.

A paixão é importante, essencial, e deliciosa de se viver. Mas o problema é que ela tem prazo de validade. E este prazo varia de casal pra casal.

Quando estamos apaixonados acreditamos que o outro nos fará feliz, que irá nos completar, e que a perfeição dele cobrirá a nossa imperfeição. Enxergamos só o que queremos ver, só o que idealizamos ser, só o que serve para amenizar as nossas sombras e infelicidades.

E o tempo vai passando, e a paixão se vai. Aos poucos cada um vai mostrando o que tem dentro de si de verdade, o dia-a-dia é muitas vezes é cruel. No casamento, principalmente, a dor das descobertas é muito forte. Aquele ser tão maravilhoso se transforma em alguém que “não conhecemos”. Os príncipes e princesas são desmascarados. E isso pode durar anos para começar a acontecer, variando do nível de dependência que um tem do outro pra ser feliz.

Mas sempre aparece.

Aqueles defeitos que você não suporta nas outras pessoas surge no seu par, aqueles valores que são “contra” tudo que você pensa também. Ele deixa de ser carinhoso e atencioso, ela também. Ele falha, ela também. E aos poucos as sombras aparecem. E é assustador. Nos sentimos enganados, “no namoro não era assim”, “você mudou”. Não, não mudou, apenas você não queria ver a verdade, porque estava mais preocupado em idealizar alguém pra resolver suas questões. Só que ninguém faz ninguém feliz, ninguém tapa buraco de ninguém e por mais que um tente, em algum momento cansa. É muita responsabilidade fazer o outro feliz, e em algum momento se percebe que é impossível.

E começam as brigas, desentendimentos, conflitos. Que podem gerar traições, desprezo, decepções, tristezas profundas.

Dói de ter que aceitar o outro como ele é e não como “imaginávamos” que ele fosse. Dói muito tentar perdoar um erro do outro. E, principalmente, dói ver que muito do que reclamamos dele está em nós.

E acreditem, é no meio de tudo isso que pode começar o verdadeiro amor. Como assim? Sim, o amor verdadeiro não é baseado em ilusões e idealizações. O amor verdadeiro consiste em aceitar o outro exatamente como ele é, mesmo que não seja o que a gente gostaria. O amor verdadeiro entende o outro como imperfeito, e assim permite que possamos também aceitar a nossa imperfeição.

Será no ajuste das expectativas, cada um cedendo onde consegue, com conversas sobre as diferenças e dificuldades que o casal vai crescer. Não é fácil e nunca será, mas é a realidade da relação, fora disso é ilusão.

Quando começamos a entender esse processo passamos a amar melhor, nos amar melhor e conseguimos ser mais felizes. Quando entendemos que não existe príncipe ou princesa encantados passamos a nos permitir ser nós mesmos. E isso não tem preço. Quando estamos na paixão mostramos e vemos apenas as luzes e recalcamos as sombras. No amor verdadeiro temos a oportunidade de enxergar, através da relação, onde precisamos melhorar e o que precisamos trabalhar em nós.

E de repente a paixão pode ir voltando, não como antes, diferente, o sexo pode se tornar melhor, a relação pode se tornar mais leve, sem aquele desespero do começo. As vidas vão se entrelaçando, o casal vai evoluindo junto e passando mais unidos pelas dificuldades da vida.

Quando o perdão e a aceitação do outro começa a fazer parte da relação, o casal evolui e se fortalece. É trabalhoso, não é fácil. Mas é a única forma da relação se manter em harmonia e seguir para frente!

Um grande beijo no coração de cada um e até a próxima.

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