Sessão de terapia? Como é isso?

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Olá amigos tudo bem, é um prazer escrever novamente para vocês. Um dos meus objetivos no blog é desmistificar e também tirar o preconceito que (infelizmente) ainda existe com relação à terapia. Hoje vou explicar um pouquinho de como é uma sessão, lembrando sempre que a psicanálise que trabalho e estudo é a psicanálise clínica, e não clássica.

Uma sessão de terapia baseada em psicanálise clínica é como um bate-papo, o encontro entre duas pessoas onde o intuito é sempre buscar melhores formas de ajudar o paciente a encontrar o seu caminho. Ou seja, não é preciso ter medo.

Todos nós, sem exceção, temos problemas na vida, e em vários momentos nos sentimos perdidos, desanimados, tristes e até depressivos. Outras vezes temos questões que nos incomodam e nos invadem, e sozinhos não conseguimos respondê-las. Outras vezes queremos nos conhecer melhor, porque é fácil olhar o outro, mas olhar pra si exige muita coragem.

A psicanálise clínica ajuda em todos estes pontos e muitos outros. Em uma sessão, o terapeuta busca entende o paciente além das suas palavras, além das suas queixas e decepções. O terapeuta usa de todo o seu conhecimento e amor (sem amor não há terapia verdadeira) para tentar transformar a dor do paciente em autoamor, autoconhecimento, amor ao próximo e aprendizado.

Em uma sessão de terapia podemos falar sobre coisas que talvez nunca contaríamos para ninguém, sobre nosso lado negro, nossas escolhas incertas, nossas dúvidas, nossas desilusões.

É apenas uma conversa, onde o terapeuta interpreta e ajuda o paciente a se achar no mundo, a entender seu sofrimento e também a aceitar o que não pode ser mudado. É claro que tudo depende principalmente da vontade do paciente em se enfrentar e mudar, a terapia não faz milagres e o terapeuta não toma decisões pelo paciente. E cada um tem o seu tempo.

Em uma sessão de terapia os inconscientes se conversam e a conexão entre as partes, quando bem-sucedida, abre espaço para uma transformação na vida do paciente. O terapeuta não deve julgar e nem fazer interpretações antecipadas, sempre respeitando o tempo de cada um.

Então, não é preciso ter medo de uma sessão de terapia. Ela é muito importante para todos nós, nos ajuda a desatar nós que não conseguiríamos sozinhos, nos ajuda a enxergar caminhos que não enxergamos por estarmos extremamente envolvidos com determinadas situações.

Com a terapia passamos a ser menos ansiosos, menos exigentes, mais compreensivos.  Começamos a enxergar a vida por uma perspectiva mais clara, e aos poucos vamos nos livrando das idealizações e focando no que é real. Com a terapia vamos devagarzinho deixando de ser tão metades, e vamos aprendendo a buscar a felicidade onde ela realmente está, dentro de nós.

Mas alerto que terapia não é fácil. É preciso muita coragem para se enfrentar, se olhar no espelho e parar de colocar a culpa no outro, aceitar seus defeitos e se ver sem máscaras. Mas garanto que a mudança vale a pena, a transformação é real e a vida fica extremamente mais leve e feliz.

Faça terapia!

Um grande abraço e até a próxima pessoal!

Meditação

  1. O gostar é intrinsecamente ligado ao ego primitivo, exclusivista, ao estado egocêntrico que só pensa em si mesmo. O amar caracteriza os estados de empatia: tolerância, de indulgência, de compreensão dos porquês, perante a agressão alheia.

 

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