Depressão parte 3

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Olá pessoal, estou de volta! Hoje vou fechar (por enquanto) o tema depressão e espero que possamos nos vigiar diariamente, perceber e mudar o nosso modo de vida para melhor, colocando cada vez mais a nossa felicidade no que é real.

Como já falei nos textos anteriores (podem ser vistos aqui e aqui), a depressão é um mal que acomete a humanidade e nós a permitimos, pois estamos sempre colocando as nossas expectativas fora de nós e, além disso, alteramos todo o nosso sistema orgânico e psíquico com os nossos pensamentos negativos, que só nos levam para trás.

A depressão começa na infância, quando as crianças se sentem negadas em suas necessidades de amor, segurança e reconhecimento. Muitas vezes, os pais fazem de tudo para dar o melhor aos seus filhos, mas como seres únicos, temos percepções diferentes da vida e das pessoas.

Na vida adulta, as frustrações sofridas na infância se repetem e dependendo da forma como trabalhamos os nossos conflitos, podemos desenvolver as chamadas depressões crônicas. As depressões agudas geralmente ocorrem por perda de um objeto que nos fornecia segurança e reconhecimento, como um trabalho, um ente querido, um fim de um relacionamento, e são mais fáceis de serem curadas por terem um motivo específico.

Já as crônicas são causadas pela nossa perda de energia, utilizada para guardar lá no fundo do nosso inconsciente tudo que nos incomoda, o que em psicanálise chamamos de contrainvestimento. Existem ainda depressões crônicas que se apresentam nas neuroses e também nos estados onde as pessoas ficam entre a alucinação e a neurose. Portanto, o processo pode ser bem pior do que imaginamos.

Alguns deprimidos esperam demais dos outros, das coisas e dos sistemas (casa, trabalho, igreja, etc.). Fazem de tudo para agradar ao outro e a Deus, pois são dependentes emocionais, e agem com agressividade quando não são atendidos e reconhecidos. São egocêntricos, fazem chantagem emocional e só se importam com eles próprios, apesar de muitas vezes demonstrarem autopiedade e autodepreciação.

Muitos deles tentam não se deprimir agindo com impulsão em compras, exercícios físicos, vícios, mas acabam por piorar a situação com as consequências destas ações, ficando cada vez mais deprimidos.

É válido lembrar que todos nós podemos em algum momento da vida passar por um processo de depressão, não somos melhores nem piores que ninguém, a diferença vai ser em como enfrentaremos os nossos problemas.

Da nossa parte, devemos já, a partir de agora, refletir sobre como estamos conduzindo o rumo das coisas, e se estamos realmente fortalecidos para não entrar em depressão. A vida de quem tem a doença e de quem convive com um depressivo não é nada fácil, portanto, é preciso nos policiar.

Temos que rever o que realmente é importante, agir com amor conosco e com os outros, não o amor interesseiro, mas o amor que não busca nada em troca. Devemos acordar todos os dias e perceber que somos imperfeitos, não exigir demais de nós e nem dos outros e ter a certeza de que sempre podemos ser melhores.

Vamos nos libertar do que nos acorrenta, assumir e enfrentar nossos problemas, e principalmente assumir e enfrentar quem realmente somos!

Uma ótima semana de atitude para nós!

 

Meditação

12. Perante o desagradável ame mesmo que não goste, evitando a irritação frente às dificuldades do cotidiano, não exigindo do seu semelhante aquilo que você não exige de si mesmo.

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