Depressão: por que nos permitimos?

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No último fim de semana tivemos nossa primeira aula sobre depressão.  Foi acaso do destino assistir essa aula em um momento em que se fala tanto sobre o tema, principalmente após a triste morte do ator Robin Willians. Como temos que tentar ver o lado bom de tudo, essa morte serviu para que as pessoas conheçam e entendam um pouco mais sobre a depressão.

Considerada por muitos como algo sem importância, a depressão é muito séria e afeta mais de 350 milhões de pessoas no planeta, segundo dados de 2013 da Associação Mundial da Saúde. Elas podem ser: orgânicas (causadas por alguns tipos de remédio para emagrecer, calmantes, e ansiolíticos), agudas (decorrente de uma perda momentânea), crônicas (cultivada há anos), crônicas em neurose (quando o indivíduo já está com sintomas patológicos) ou crônicas em estados borderline (quando o indivíduo oscila entre a neurose e psicose). Vou falar principalmente da depressão crônica que cultivamos em nossas vidas.

Por que nos deprimimos?

A depressão é vinculada à diminuição da autoestima. Ela é causada pela nossa falta de capacidade de lidar com perdas, sejam elas materiais, de emprego, de um ente querido, um fim de relacionamento, entre outras. Estas depressões, se causadas especificamente por alguma destas perdas, são menos trabalhosas de serem tratadas em terapia e são classificadas como depressões agudas.

O grande problema é que, na maioria das vezes, as depressões mais comuns são as chamadas depressões crônicas, que alimentamos ao longo das nossas vidas.  Passamos por situações em que não estamos preparados, nem fortalecidos, nos tornamos frágeis, podendo ir à depressão. Quando ela acontece a primeira vez as chances de recorrência são de 50%, e quando ocorre pela segunda vez, são de 75%.  Nossa mente e corpo criam um caminho de facilitação, e quando não estamos bem, é pela depressão que as dores psíquicas são expressadas.

Nos deprimimos porque ainda estamos engatinhando no processo de autoconhecimento, autoamor e amor ao próximo. Também porque sofremos com o tédio em que pode se transformar a vida, quando não conseguimos encontrar sentido. Nos deprimimos porque ora estamos vivendo no passado, esperando que algo aconteça novamente, ora colocamos toda a nossa felicidade e expectativa no futuro (na sexta-feira, nas férias, na aposentadoria) e quando chegamos lá, estabelecemos outro objetivo futuro e não aproveitamos o presente.

A depressão ocorre porque idealizamos a vida, as pessoas e a nós mesmos. Não enfrentamos nossas sombras, não aceitamos nossas imperfeições e, consequentemente, não aceitamos o outro e o que a vida nos propõe. Queremos sempre que as pessoas e o mundo sejam como esperamos, e com a nossa baixíssima tolerância às frustrações, nos permitimos cair.

A doença é séria e maltrata demais tanto quem tem quanto as pessoas que estão ao seu redor. Deve ser tratada com terapia e em grande parte dos casos, com a ajuda de um psiquiatra. Existem pessoas que estão tão doentes que sem a ajuda de medicamentos não têm condições de analisar racionalmente a sua vida. Mas não se esqueça que o remédio cura o efeito, e que é preciso trabalhar a causa na terapia, para se fortalecer e conseguir se libertar deste mal que afeta a humanidade.

Se você conhece alguma pessoa com depressão, incentive-a  a procurar ajuda. Com certeza uma mão amiga pode retirá-la do profundo abismo em que deve se encontrar.

Uma ótima semana de reflexão para nós.

 

Meditação:

 

  1. Se você está preso em um leito de dor, evite olhar para suas feridas e reclamar. Olhe para o céu, veja a beleza da criação, acredite, tenha fé num futuro melhor. Agradeça aqueles que te atendem, compreenda a importância do momento que você passa para o autoencontro com a sua natureza espiritual.

 

 

 

8 comentários em “Depressão: por que nos permitimos?

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