Aprendendo a crescer com as perdas

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Na última quinta-feira, fui assistir aula de uma turma da escola que está um ano à frente da minha. Uma excelente aula e de grande aprendizado. O tema? Luto e suicídio. Você pode estar pensando que o tema é forte, triste. Muito pelo contrário, a aula mostrou que a nossa baixa tolerância às frustrações nos coloca como vítimas do mundo e que a cada dia vamos nos matando um pouquinho, com a nossa presunção de achar que as coisas e as pessoas devem ser e estar sempre como esperamos.

Só que a vida não é simples assim, e não é como queremos que seja. O universo, como bem destacou a professora, é movimento, e cabe a nós continuar sempre em frente, independente do que aconteça.

Sim, a vida não é um mar de rosas, mas é preciso lembrar, todos os dias, que a nossa felicidade não está fora, ela está dentro de nós. As pessoas, as coisas, os sistemas vêm e vão, seguindo o fluxo que devem seguir, cumprindo seu papel fazendo parte desta transformação maravilhosa que é a vida.  As mudanças são fundamentais para o nosso crescimento e o crescimento do outro. Perde apenas quem acha que tem algo. A única coisa que temos é a nossa alma, o restante é empréstimo divino para nossa evolução e, quer queiramos ou não, um dia vai passar.

Fazer luto das coisas é entender que a vida é dinâmica, que um ciclo foi fechado e que é preciso abrir as portas para as novas oportunidades. É compreender que se aquele namorado (a) foi embora, se perdemos um emprego ou, mais duro ainda, uma pessoa querida, temos que ser fortes e seguir. É preciso abrir os sentidos da alma para perceber o que a vida nos quer mostrar com estas “perdas”.

O mundo não gira ao nosso redor e o que nos cerca está para nos servir na estrada da evolução. Cada um tem o seu caminho, suas provações, suas experiências a serem vividas. Somos diferentes um do outro, ainda bem, mas temos muitas dificuldades em aceitar e respeitar o outro como ele é e, principalmente, aceitar que ele tem o direito de fazer o que bem entender da sua vida. Respeitar e aceitar requer muita coragem. Deixar ir é prova de maturidade, humildade e amor. Perder dói porque gostamos de nos colocar como vítimas e viver idealizando tanto o outro quanto nós mesmos.

Aumentar nossa tolerância às contrariedades da vida é trabalhoso e necessita de exercício diário. Baixar expectativas é aprender a aceitar que cada um dá o que pode e que somos parte de um todo que tem um único sentido, o amor. Quando passamos a compreender isso, sofremos muito menos e crescemos interiormente.

Há momentos em que estamos tão egocêntricos, pensando apenas em nós mesmos, que não aceitamos as lições que a vida nos quer dar, agimos como se o mundo fosse cruel e nós, a vítima central de tudo isso, a última bolachinha do pacote. Nestes estados, destruímos a nossa autoestima e somos incapazes de desenvolver a empatia, e não nos colocamos no lugar do outro. Só conseguimos focar no nosso sofrimento, na nossa dor, sem perceber quão abençoada a vida é e quantas pessoas estão muito piores do que nós e mesmo assim, não deixam de sorrir e seguir em frente.

No extremo destes estados, podemos nos tornar suicidas, destruindo a oportunidade de amar sem esperar do outro, de ajudar, de se tornar pessoas melhores, não nos preocupando com a dor que iremos causar a quem fica.

É preciso começar a nossa cura a partir de hoje, nos livrando das mágoas, ciúmes, inveja, culpas, compreendendo que a vida é movimento, deixando ir o que tiver que ir, seguindo em frente e não esperando que a felicidade caia do céu.

Uma ótima semana de reflexão para todos.

Obs. Todos os dias, tento colocar em prática as coisas que escrevo no blog, às vezes consigo, às vezes caio, mas nunca desisto. A vida é assim, movimento, e aos poucos, com muita dedicação, vamos nos tornamos seres melhores para nós e para os outros.

Meditação

6. Se alguém lhe agredir num momento de pouca lucidez, compreenda seu estado emocional e não responda com intolerância, pois isto pode, neste instante, agravar mais ainda a situação.

6 comentários em “Aprendendo a crescer com as perdas

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  1. Mensagem verdadeira, Ana e acredito que sou criança gatinhando neste conhecimento..Trabalho para transformar em sabedoria.
    Realmente “deixar ir é prova de maturidade, humildade e amor”, acho que mais é prova de Fé, acreditar que tudo é para o nosso aprendizado, crescimento e evolução!!!!
    obrigada, bj

    1. Somos criança sim flor, mas graças a Deus estamos tendo a oportunidade de nos tornarmos melhores e tentar ajudar quem puder. Muito obrigada por suas palavras, fico feliz de ter você por aqui.

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